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Crônicas e Cordéis
Textos autorais que misturam memória, sensibilidade e tradição. Nesta editoria, crônicas e cordéis registram vivências, afetos e narrativas populares que ajudam a contar a história dos festejos para além da notícia.


Um tantinho de Irará no bolso: lembranças da Lavagem de 2003
O Entre Fatos e Cortejos nasceu do desejo de preservar aquilo que, muitas vezes, não está escrito: as memórias, as vozes e os olhares de quem vive e sente as festas de Irará. Foi com esse espírito que recebi de Roberto Martins, comunicador e filho de Irará, um texto que ele escreveu há mais de vinte anos, em 2003. “É uma espécie de diário de bordo”, ele me contou. Um registro sincero, cheio de observações sobre a Lavagem de Irará, sobre tradições que mudam com o tempo e sobr
Karla Carneiro
3 de nov. de 20257 min de leitura


Cordel do Silêncio do Reisado
Um canto pela resistência e pela saudade da festa No distrito de fé e canto, Onde o samba faz morada, O Reisado era a chama, Que acendia a madrugada. Mas há dois anos, é silêncio Uma pausa tão calada. Cadê o som do pandeiro? O brilho da tradição? Cadê as fitas dançando, No compasso da canção? O povo ainda espera o toque, Do tambor do coração. A sede, outrora cheia, Hoje esta abandonada. A madeira pede socorro, A parede descascada. É a casa da cultura, Pedindo para ser abraçad
Brenda Daniele
3 de nov. de 20251 min de leitura


Entre o sagrado e o profano, a Lavagem que mora em mim
O intuito desse blog é reunir histórias e saberes que, muitas vezes, não estão registrados em lugar nenhum, a não ser no repertório imaginário das pessoas que vivem essas festas. E talvez seja por isso que eu precise escrever sobre a Lavagem de Irará. Desde muito nova, eu curto a Lavagem acompanhada de minha mãe. Na maioria das vezes, meu irmão também vai. No percurso, encontramos outros familiares e amigos, e assim seguimos o cortejo, nos perdendo dessas pessoas, encontrando
Karla Carneiro
3 de nov. de 20251 min de leitura


O Samba que Move a Fé: Crônica de um Reisado
Sabe aquela batida que te pega de jeito, que não te deixa parado e parece que já mora no teu corpo antes mesmo de você nascer? É o samba de roda, meu bem. Ele é o coração pulsante do Reisado aqui em Tiquaruçu. Foto: Cau Pretto/Secom PMFS É ele que faz tudo girar. O pandeiro chama, o cavaquinho responde, o surdo marca o passo e o tamborim resolve o resto. Ninguém — ninguém mesmo — fica parado. Até quem jura de pé junto que “não sabe sambar” já está balançando o ombro. Eu garan
Brenda Daniele
2 de nov. de 20253 min de leitura
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