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Entre o Axé e a Ave-Maria: duas fés que caminham juntas

  • Foto do escritor: Karla Carneiro
    Karla Carneiro
  • 2 de nov. de 2025
  • 1 min de leitura

“Minha família sempre foi muito católica, mas também é dividida... as pessoas têm a fé no Axé. Eu sempre fui do Axé, e a gente, por ser do Axé também, respeita muito Nossa Senhora, os santos religiosos.”


E é desse jeito que ela vive, com os dois pés firmes na fé e o coração aberto para o respeito. Maria Helena aprendeu com Mãe Melânia que acreditar não é escolher um lado, é entender que o sagrado pode caber em mais de um caminho.


Foto: Maria Helena/Arquivo Pessoal
Foto: Maria Helena/Arquivo Pessoal

Nas palavras dela, não existe conflito entre o tambor e a reza. Existe reconhecimento, devoção e um sentimento de gratidão por aquilo que move a festa, o povo e a história.


Não há contradição, há encontro.

Irará aprendeu com mulheres como Mãe Melânia e Maria Helena que fé não tem fronteira. Tem gesto, tem respeito, tem verdade.


Foto: César Irará
Foto: César Irará

E talvez seja por isso que, no dia da Lavagem, “até o vento muda”, como ela mesma contou. O vento que sopra das mãos de quem acredita.

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